Vitamina D

A vitamina D atualmente tem ocupado um papel de destaque, sendo bastante abordada e solicitada em exames laboratoriais. Além de sua função no metabolismo ósseo, tem-se observado atuações em doenças não-ósseas, como quedas, fraturas, redução da força e da massa muscular e possivelmente, com risco de doenças cardiovasculares, câncer e diabetes.

A vitamina D, por meio de suas ações no intestino (promovendo maior absorção intestinal de Cálcio), no rim, ossos e algumas glândulas, é uma substância essencial para a manutenção de uma estrutura óssea adequada.

A deficiência de vitamina D é amplamente observada no Brasil, sobretudo nos idosos. Há diversos fatores de risco para a hipovitaminose D: dieta pobre em vitamina D, a baixa exposição solar (aliada ao uso de protetor solar), pigmentação da pele, obesidade, e em idosos, a diminuição da eficiência da síntese cutânea de vitamina D e da absorção intestinal.

A maior fonte de vitamina D é endógena, ou seja, é produzida na pele, através de irradiações ultravioletas. A ativação completa da vitamina D ocorre no rim, após passagem pelo fígado.

Valores de Referência para a 25(OH)D3:

IDEAL/NORMAL: > de 30 ng/mL
INSUFICIÊNCIA: entre 20 e 30 ng/mL
DEFICIÊNCIA : <20 ng/ML

As fontes alimentares como óleo de fígado de bacalhau e peixes com alto teor de gordura contribuem apenas com uma diminuição das necessidades diárias dessa vitamina. É recomendável que adultos entre 19 e 50 anos apresentem uma ingestão de pelo menos 600 UI/dia de vitamina. Na faixa etária entre 50 e 70 anos, a necessidade é de 600 a 800 UI/dia. Muitas vezes não é possível atingir níveis satisfatórios de vitamina D apenas com a ingestão alimentar, por isso, deve-se buscar um endocrinologista para avaliar o caso e indicar ou não a suplementação da vitamina.