Tireóide

É uma glândula de extrema importância, situada na região cervical (pescoço). Possui o formato de uma borboleta e produz os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que estão envolvidos em diversas funções, sendo fundamentais para o nosso metabolismo:
- ritmo intestinal
- memória
- ciclos menstruais
- frequência cardíaca
- ciclo do sono e vigília
- cabelos, unhas e pele
- humor e até mesmo no controle emocional

Mais ainda, é de suma importância para o crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, devendo ainda, estar em níveis adequados durante toda a gestação. No entanto, há situações em que a glândula pode ter uma atividade acima ou abaixo do esperado, produzindo uma maior ou menor quantidade de hormônios: hipertireoidismo e hipotireoidismo, respectivamente.

No hipertireoidismo, pode ocorrer insônia, palpitação, taquicardia, queda de cabelo, diarréia, perda de peso, agitação e irritabilidade. Já no extremo oposto, no hipotireoidismo há, em geral, sonolência, fadiga em excesso, bradicardia, ganho de peso, prisão de ventre e queda de cabelo.

Para avaliar a atividade da tireóide, basta realizar um exame de sangue, para determinar os níveis de TSH e T4livre. Pode-se ainda investigar se é uma doença autoimune solicitando dosagem de anticorpos (anti TPO, anti Tg e TRAb). Com o diagnóstico e tratamento adequado do quadro, finalmente o equilíbrio pode e deve ser reestabelecido.

CÂNCER DE TIREÓIDE
O câncer de tireoide, felizmente, é muito raro. O risco de um nódulo tireoidiano ser um câncer é de aproximadamente 5 a 9 %, sendo mais comuns em mulheres.

O carcinoma papilífero é o principal tipo, correspondendo a 80% dos casos, exibindo caráter silencioso e pouco agressivo. Sua disseminação é predominantemente para linfonodos. Há ainda outros três tipos: carcinoma folicular (10% dos casos), medular (5%) e anaplásico. A grande parte dos tumores da tireoide evoluem lentamente. No entanto, tumores anaplásicos ou indiferenciados têm uma evolução muito veloz, com sobrevida média de 5 meses.

Em cerca de 90% dos casos a cura é obtida através da cirurgia, que pode ainda ser complementada pela dose de iodo radiotiavo, caso haja indicação. Cada caso tem suas particularidades, de acordo com tamanho do tumor e extensão, presença ou não de metástase, tipo de tumor e idade do paciente. E apesar de ser uma doença relativamente rara, merece muita atenção e cautela.