Osteoporose

O osso possui diversas funções, como o suporte mecânico, a inserção dos músculos, a proteção de órgãos internos além de ser um importantíssimo reservatório mineral, apresentando a maior concentração de cálcio do organismo.

A osteoporose é uma doença que tem por base a redução da massa óssea, havendo alterações na microarquitetura do osso, deixando-os mais frágeis e propensos à fraturas. Como a doença raramente apresenta sintomas, é recomendável que sejam realizados exames para avaliar o grau da perda da massa óssea, podendo-se identificar quadros anteriores à osteoporose, como a osteopenia.

O exame mais indicado para o diagnóstico é a Densitometria Óssea, que através de um sistema de raios X duplos, usa em geral a coluna lombar e fêmur como sítios, medindo a quantidade de cálcio presente por centímetro quadrado. Considera-se, ainda, a idade do paciente, comparando-se com o referencial de um adulto com a massa óssea em sua plenitude, traduzindo–se no desvio-padrão em relação ao adulto jovem:

normal: desvio-padrão de até – 1,00; osteopenia: desvio-padrão compreendido entre – 1,00 até – 2,50; osteoporose: desvio-padrão menor ou igual a – 2,50.

Há diversos fatores de risco para o desenvolvimento da osteoporose: os não-modificáveis, como a idade mais avançada, sexo feminino, raça branca, histórico familiar de fraturas, constituição corporal (pessoas com baixo IMC). Entre os modificáveis, pode-se citar o tabagismo, alcoolismo, sedentarismo e uso excessivo de corticoides.

10 milhões de brasileiros são acometidos pela osteoporose, sendo 80% do sexo feminino. Uma a cada quatro mulheres com mais de 50 anos desenvolve a osteoporose. Isso acontece porque no sexo feminino, a degradação do tecido ósseo está associada à redução do estrógeno. O hormônio auxilia no equilíbrio do balanço entre formação e reabsorção óssea cujos níveis diminuem progressivamente na menopausa.

A prevenção da osteoporose deve se iniciar precocemente. Através de uma alimentação saudável e rica em Cálcio, a prática regular de atividade física e a exposição moderada à luz solar (síntese da vitamina D) são alguns fatores preventivos. Sempre é melhor prevenir do que remediar.